diego dacal

Second Life, a minha experiência

Bom, após um longo inverno sem escrever, pelos mais variados motivos. Trabalhos finais, trabalhos intermediários, criatividade dedicada aos trabalhos, falta de tempo etc. Resolvi escrever sobre a minha terceira, e aparentemente última, experiência com o Second Life.
A maioria de vocês que leem esse meu blog, o que não deve passar de 4 pessoas, deve saber que Second Life é tendência, é tendência a um bom tempo já. Por conta disso eu resolvi fazer uma experiência antropológica (ou virtual-antropológica) nesse jogo (ou simulador de vida).
Na minha opinião, ainda falta muito para que o second life deixe de ser tendência e se torne realidade. Nessas minhas experiências eu reparei alguns problemas que dificultam o seu uso. O primeiro foi no aspecto técnico da coisa. Meu computador aqui não é uma porcaria, tem uma configuração até decente, mas mesmo assim o sistema roda leeeeeento toda vida, e eu acredito também que minha conexão com a internet seja mediana, nem algo tão bom, nem tão ruim, tenho 600K, e quando eu entro no jogo, as coisas demoram séculos para carregar e algumas vezes tenho um lag grotesco.
Mas o que me espantou mais ali foi a dificuldade que eu tive para fazer tudo ali dentro. Já de início criar o meu avatar foi muito difícil, eu queria fazer algo parecido comigo. Mas como existem TANTAS configurações e uma influencia muito na outra, é uma coisa extremamente difícil criar avatares, colocar texturas etc. Também achei a criação de roupas muito muito difícil.
O legal do secondlife seria encontrar pessoas, conversar, interagir, mas eu não consegui encontrar ninguém lá, não sabia como conversar e tudo mais. Fui até pro Rio de Janeiro, que é um local criado pela Prefeitura do Rio pra incentivo do turismo, e mesmo lá eu achei absurdamente dificil fazer qualquer coisa. E eu também não sabia o que fazer.
As idas de um lugar para o outro são até faceis, porque você pode simplesmente se teletransportar. Mas o difícil MESMO é saber para onde ir e o que fazer. Passei mal de verdade tentando isso.
Além de tudo, acredito que não fui só eu que tive esse dificuldade ali, eu já conversei com algumas pessoas na faculdade, que foram conhecer o secondlife pelo mesmo motivo que eu e tiveram as mesmas dificuldades que eu.
Por último, se alguma alma caridosa, perdida e conhecedora de secondlife ler isso aqui. Deixa nos comentários algumas dicas de como facilitar a vida de todos lá. Porque, de verdade, a experiência de usuário inicial é algo muito dificil e assustador. Portanto, se você achou muito dificil também usar isso, dá uma lida nos comentários e torce pra ter alguma dica de alguém!

24/05/2008

Comentários

  • 26/05
    21:56

    Olá, Diego!

    Então, estou concluindo um trabalho de Antropologia Cultural sobre o Second Life e sou usuária há pouco mais de um ano. Creio que posso ajudar com algumas dicas.
    Realmente não é uma plataforma das mais simples, é preciso paciência para se encontrar naquela realidade. Acredito que ainda não tenha atingido um número maior de brasileiros justamente pelas limitações de hardware e internet. É necessário um bom computador. As duas coisas essenciais são: uma boa placa de vídeo e uma internet rápida. Minha placa de vídeo não é excelente, mas é boa, e tenho uma conexão de 4 mega. Ainda assim enfrento problemas de lag e bug, o que resolvo com alguns “truques”.
    O avatar que te é dado de início é somente para você poder começar a interagir. Você pode até permanecer com o shape (corpo) inicial, mas é preciso comprar uma skin (pele) – é o que torna o avatar mais real. Quando entrei não existia nada de graça de qualidade, agora é possível achar uma infinidade de coisas – digite “freebies” na busca e você encontrará diversos lugares com shapes, skins, roupas e etc de graça.
    A criação de roupas é extremamente complexa, você precisa ter um programa específico e/ou trabalhar bem com Photoshop, fazer então upload da imagem para dentro do Second Life e só aí fazer a roupa de fato. Quem cria roupas normalmente tem a intenção de vender lá dentro, como você está começando creio que não seja seu caso.
    Você pode encontrar roupas nos Freebies, como disse antes, ou quando tiver Linden (a moeda do SL) pode comprá-las.
    Bom, não vou prolongar muito. O que posso dizer de forma rápida é que utilize o search (a busca) como seu aliado.
    A forma mais fácil de encontrar brasileiros é em festa, procure em “eventos”.
    Existe uma empresa chamada Gate Eventos, eles realizam boa parte das festas brasileiras. Eles têm uma própria ilha e dão festas em outras também. Procure por “Gate” na busca. Nessas festas você provavelmente encontrará alguém disposto a ajudar.
    Assim como no mundo real, no SL a aparência conta muito, o quanto antes você conseguir se livrar da cara de “newbie” (iniciante) melhor.
    Dificilmente você conseguirá emprego enquanto tiver cara de newbie, então existem duas opções para conseguir dinheiro (linden): pode comprar pelo site do SL (se não possuir cartão de crédito internacional, compre no SL Brasil) ou faça “Camp” – são lugares específicos que você deixa o avatar e vai ganhando dinheiro de acordo com sua permanência. Digite “camp” na busca.
    Não tive dificuldade em falar com pessoas. Conheci gente de diversos países e fiz grandes amizades, essas reais, que convivo também fora do virtual.
    Bom, espero que eu tenha ajudado um pouco.

    Abraços,
    Fernanda.

  • 03/06
    01:21

    “Por conta disso eu resolvi fazer uma experiência antropológica (ou virtual-antropológica)”.
    Pseudo-Cult!
    Hahahahahaha.. Fiquei curiosa quanto ao Second Life!

    beijos

  • 15/03
    18:13

    Diego,

    espero que não se importe
    vi o coment da Fernanda que me ajudou bastante e postei no meu Blog, dando como referencia seu blog.

    obrigada por levantar essa questão,
    realmente é bem complicado de se achar Brasileiros e de fazer qualquer coisa lá…

    eu mesma já Exclui inumeras vezes do meu PC, por falta de paciência, mas, sempre acabo voltando, para ver se já está mais fácil rsrsrs e nunca está, e agente vai aprendendo "fuçando" por teimosia rrsrsrs

    bem é isso
    Valeu!

  • 15/03
    22:26

    Boa noite!

    Recebi um aviso sobre o comentário da Maysa, nem me lembrava mais de ter escrito aqui. Que bom que as dicas foram úteis! Mas, como já faz bastante tempo que comentei, as informações podem estar um tanto desatualizadas. Como a referência que fiz sobre a Gate, por exemplo.

    Vim escrever para Maysa e me deparei com este outro comentário infeliz. Então Diego, peço licença e antecipadas desculpas por responder ao mesmo usando o espaço do seu blog.

    Quanto ao comentário da Alice, bem, aconselharia a ler novamente o que escrevi. Acredito que não tenha entendido. E aproveito para explicar que o uso das aspas é para fazer uma referência fiel ao que foi escrito por outra pessoa. Como as palavras foram suas e não minhas, não cabe usá-las. Got it?

    Como sou solícita, vou ajudá-la a entender mais algumas coisas. Concluir um trabalho de Antropologia Cultural (disciplina acadêmica) não correponde à Pesquisa Antropológica (se foi isso que você quis dizer com "experiência").

    Quanto ao adjetivo usado, tenho uma pergunta. Sabes o que é cult? Se soubesse perceberia que se aplica melhor à você. Afinal sua atividade que é "Artes", não a minha, minha cara.

    Alice, sou adepta do humor sarcástico, então deixe-me dar um conselho útil. Ele parte de uma premissa: não é para ignorantes.

    Abraços.

  • 15/03
    22:34

    Oi Fernanda.
    Sem problemas postas respostas a alguns comentários aqui! Esse é um espaço de debate aberto para qualquer pessoa!
    Se eu não quisesse comentários aqui, poderia deixa-los moderados. 😉

    Quanto ao comentário da Alice, não acredito que tenha sido ofensivo. Acho que foi a forma como ela escreveu que soou estranho.

    Mas de qualquer forma, muito obrigado pelos comentários, seu e da Maysa. É bom contribuir para algo que vá além do meu blog.

Deixe um comentário